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Ultimo mês do ano começando e há tempo para se preparar para uma maratona de filmes! Evidentemente, por ser cinéfila assumida e DVD maníaca, eu não poderia deixar passar em branco o  Natal na sétima arte. Sem intenção de apontar melhores ou piores, selecionei uma lista (que deveria ter ficado menor, porém, confesso que me empolguei!) de filmes natalinos. Sejam comédias, animações, dramas, ou qualquer outro gênero, se soubermos e quisermos olhar além e refletir um pouco sobre a mensagem de cada uma dessas obras, certamente teremos gratas surpresas.

o-grinchO Grinch (The Grinch – 2000): O Grinch é uma criatura verde e mesquinha que odeia o espírito de Natal. Ele pretende estragar a festa dos moradores de Quem-lândia roubando presentes e enfeites com a ajuda de seu cãozinho Max. Ao mesmo tempo, a pequena Cindy Lou Quem moradora de Quem-lândia, observa as pessoas pensando apenas em compras, presentes e enfeites e quer saber o significado do Natal. Os caminhos de Cindy Lou e do Grinch se cruzarão e, juntos, conhecerão o verdadeiro espírito do Natal. O filme é uma fábula sobre diferenças e diversidades, onde a disputa de crenças e gostos se faz presente, além demostrar a inveja (fator destrutivo) de forma divertida e reflexiva.

1418908899os_fantasmas_de_scrooge2_fixed_bigOs Fantasmas de Scrooge (A Christmas Carol – 2009): O Natal se aproxima e, como sempre, Ebenezer Scrooge  mantém seu desprezo pela data. Milionário e muito mesquinho, ele só pensa em dinheiro e não dá espaço para a emoção em seu coração, maltratando Bob Cratchit, seu fiel assistente, e ignorando seu sobrinho Fred. Com a morte de seu sócio, Ebenezer recebe a visita de três fantasmas do Natal: do passado, do presente e do futuro. Cada um deles levará o velho ranzinza para uma viagem que o ajudará a refletir melhor sobre sua vida passada e a escolha que fará para o futuro. Essa revisão de valores imposta pelos fantasma propõe a Scrooge uma reformulação de vida, essencial a tantos que todos nós conhecemos.

home-aloneEsqueceram de Mim (Home Alone – 1990): Em Chicago, uma família inteira planeja passar o Natal em Paris. Porém, em meio às confusões de viagem um dos filhos, com apenas 8 anos, é esquecido em casa. Assim, o garoto se vê obrigado a se virar sozinho e a defender a casa de dois ladrões. O filme é extremamente divertido e, apesar de criticado devido às inúmeras reprises  na TV nessa época do ano, ainda cativa o público, além da mensagem que transmite sobre diferenças e possibilidade de aproximação, a partir do enredo desenvolvido entre o personagem principal e um vizinho idoso, descriminado pela vizinhança. Este filme apresenta três sequências; a segunda (Esqueceram de Mim 2 – Perdido Em Nova York) apresenta a mesma qualidade e elenco, já as outras duas são meio duvidosas.

19898542-jpg-c_300_300_x-f_jpg-q_x-xxyxxSobrevivendo Ao Natal (Surviving Christmas – 2004): Um homem rico, cansado de passar o Natal sozinho e abandonado pela namorada nesta data,  decide retornar à casa onde cresceu, na esperança de recuperar o espírito natalino e as grandes festas da época. Porém, no local vive uma família completamente desconhecida. Decidido a ter novamente um Natal em família, ele faz uma insólita proposta: oferece US$ 250 mil para que eles sejam sua família no Natal. Essa convivência não será das mais fáceis. O filme trata da solidão dos dias vazios de sentimentos e repletos de afazeres que acabam afastando as pessoas do que deveria ser privilegiado: família, pessoas, sentimentos, convivência.

natal-muito-muito-louco02Um Natal Muito, Muito Louco (Christmas with the Kranks -2004): Os Kranks sempre passaram o Natal juntos, mas este ano será diferente. Com a filha trabalhando como voluntária do Corpo de Paz no Peru, Luther e Nora já estão se conformando em ter que passar um Natal solitário. Até que Luther vê um cartaz exposto em uma agência de viagens, anunciando uma excursão ao Caribe. Ao fazer as contas Luther percebe que, caso sua família não tenha uma festa natalina, ele e Nora poderão viajar. Inicialmente relutante, Nora termina por concordar com a idéia, o que gera desagrado entre os vizinhos. De maneira irreverente o filme mostra o quanto pode ser prazeroso um feriado natalino junto daqueles que amamos, além de enfatizar, mesmo que indiretamente, o valor das tradições, já tão menosprezadas atualmente.

os-fantasmas-contra-atacamOs Fantasmas Contra-Atacam (Scrooged – 1988): Nos dias atuais, Frank Cross é um diretor de uma rede de televisão que é frio e só pensa na audiência. Ele encontra com Lew Hayward, um falecido amigo, que o avisa sobre três fantasmas (o do Natal Passado, Presente e Futuro) que irão visitá-lo e diz para ele estar atento a tudo que eles mostrarem, pois esta é a única oportunidade de Frank se salvar. Trata-se aqui de uma versão moderna do conto de Dickens, porém não menos atraente e que também aponta para a reformulação de vida, que pode gerar vida nova e perspectivas mais felizes.

surpresasSurpresas do Amor (Four Christmases – 2008): Todo Natal Brad e Kate seguem uma tradição criada desde quando se conheceram: livram-se das neuroses de suas famílias e viajam para algum local exótico e ensolarado, onde possam passar as férias. Só que neste ano eles não podem seguir o plano, já que um nevoeiro cancela todos os vôos do aeroporto de São Francisco. Para piorar eles são filmados por uma equipe local de notícias, o que faz com que suas famílias saibam onde estão. Sem terem como escapar, eles são obrigados a passar o Natal com suas famílias. Quatro vezes, já que precisam lidar com o pai e a mãe de cada um deles.Apesar de se tratar de uma comédia romântica, gênero condenado por muitos, o filme mostra a realidade das famílias modernas, divididas entre diversas casas por conta de pais separados e novas famílias constituídas.

papai-noel-existePapai Noel Existe (The Night They Saved Christmas – 1984): Pólo Norte, na Durante a época do Natal, uma companhia de petróleo procura um grande lençol petrolífero no Pólo Norte. A pior conseqüências dessa busca seria provocar uma explosão que poderá destruir a casa secreta do Papai Noel. A mulher de um engenheiro responsável pelo projeto toma consciência da situação ao conversar com o bom velhinho e pretende fazer todo o possível para ajudá-lo. Esbarramos aqui no tão enaltecido capitalismo, e nos fica clara a definição de que tudo, inclusive o lar-doce-lar de Papai Noel, pode ser posto a baixo para ceder espaço a uma nova via exploratória, que venha a trazer benefícios financeiros.

oestranhomundodejackO Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas – 1993): Jack Skellington é um ser fantástico que vive na Cidade do Halloween, um local cercado por criaturas fantásticas. Lá todos passam o ano organizando o Halloween do ano seguinte mas, após mais um Halloween, Jack se mostra cansado de fazer aquilo todos os anos. Assim ele deixa os limites da Cidade do Halloween e vagueia pela floresta. Por acaso acha alguns portais, sendo que cada um leva até um tipo festividade. Jack acaba atravessando o portal do Natal, onde vê demonstrações do espírito natalino. Ao retornar para a Cidade do Halloween, sem ter compreendido o que viu, ele começa a convencer os cidadãos a sequestrarem o Papai Noel e fazerem seu próprio Natal. Apesar de argumentos fortes de sua leal namorada Sally contra o projeto, o Papai Noel é capturado. Mas os fatos mostrarão que Sally estava totalmente certa. Lidamos mais uma vez com a cobiça, porém de forma divertida: a criatura diferente que não se satisfaz com o que tem e cria planos mirabolantes para destruir ou alterar aquilo que foge a sua realidade.

filmetitionoelTitio Noel (Fred Claus – 2007): O Papai Noel tem um irmão: Fred Claus, que viveu sua vida inteira atrás da grande sombra de seu irmão. Ele tentou, mas nunca poderia preencher as expectativas do exemplo deixado pelo mais novo Papai Noel. Agora o trambiqueiro Fred acabou na cadeia e após ter sua fiança paga, ele precisa ir para o Pólo Norte pagar sua dívida fabricando brinquedos. O filme ‘brinca’ com a rivalidade comum entre irmãos, porém aqui trata-se a situação de forma divertida e leve; mostra também que a crise pode aproximar e desfazer impressões, por mais que estas estejam enraizadas.

santa-claus-a-verdadeira-historia-de-papai-noelA Verdadeira História de Papai Noel (Santa Claus – 1985): Esta é a deliciosa história de um mestre em fazer brinquedos que descobre o reino mágico dos duendes no Pólo Norte. Lá ele recebe poderes especiais surpreendentes para se transformar no símbolo do Natal mais amado do mundo – Papai Noel! Na fábrica encantada ele conhece Patch, um duende ajudante que entra numa grande confusão com um magnata da indústria de brinquedos que planeja dominar o Natal. E assim começa a maior de todas as aventuras do Papai Noel para salvar o seu leal duende e o Natal de todas as crianças do mundo! Novamente o capitalismo em voga e ameaçando o Natal.

joyeux-noel1Feliz Natal (Joyeux Noel – 2006): Natal de 1914, em plena 1ª Guerra Mundial. A neve e presentes da família e do exército ocupam as trincheiras francesas, escocesas e alemãs, envolvidas no conflito. Durante a noite os soldados saem de suas trincheiras e deixam seus rifles de lado, para apertar as mãos do inimigo e confraternizar o Natal. É o suficiente para mudar a vida de um padre anglicano, um tenente francês, um grande tenor alemão e sua companheira, uma soprano. O filme mostra que os sentimentos que permeiam o Natal podem fazer com que adversários venham a se unir em comemoração pela data. Efêmero? Superficial? Não. Mais uma grande obra, repleta de questionamentos importantes; um filme de guerra que mostra como fazer a paz.

expresso-polarO Expresso Polar (The Polar Express – 2004):  O filme conta a história de um menino que não acredita mais em Papai Noel, mas acaba embarcando em uma viagem mágica, que tem por objetivo trazer de volta a magia do Natal para crianças incrédulas.  A história fala da desesperança, da descrença daqueles que se veem envolvidos em realidades diferentes: o menino que não mais acredita, porém sente que precisa acreditar, e decide dar a sua imaginação, meios de lhe devolver essa crença e lhe encher de esperanças novamente.

rudolph-a-rena-do-nariz-vermelhoA Rena do Nariz Vermelho (Rudolph: The Red Nosed Reindeer – 1964): Animação stop motion, produzida para a TV americana em um especial patrocinado pela General Electric. Conta a história de Rudolph, uma pequena rena que é humilhada pelos seus amiguinhos por ter o nariz vermelho. Quando o Natal é ameaçado devido a uma terrível tempestade de neve que impede o Papai Noel de entregar os presentes, Rudolph tem a chance de provar seu valor.  O filme lida com fraquezas: até que ponto os considerados fracos realmente o são; e até que ponto uma capacidade menor de força representa impossibilidade?

milagreMilagre na Rua 34 (Miracle on 34th Street – 1994): Em plena época do Natal, Susan (Mara Wilson), uma garotinha muito inteligente e esperta, afirma que Papai Noel não existe. Porém, um senhor muito bondoso, de olhos brilhantes, com uma “ampla” barriga e barba branquinha é contratado para trabalhar como Papai Noel na loja de brinquedos Macy’s, em que sua mãe Doris Walker trabalha. O que ninguém podia esperar é que o velhinho que diz se chamar Kris Kringle afirma ser o verdadeiro Papai Noel que está ali justamente para provar para a garotinha e para muitas pessoas que ele é real. O filme coloca a fé de todos  em teste quando questiona claramente: Você acredita em Papai Noel? A primeira versão do filme data de 1947.

anio-de-vidroAnjo de Vidro (Noel – 2004): É Natal em Nova York. As ruas estão cobertas de neve, músicas natalinas estão por toda parte e as pessoas andam apressadas em direção às lojas, para comprar os presentes de última hora. Porém um grupo de pessoas está completamente à parte deste clima. Alguns deles são Rose, uma mulher emocionalmente frágil cuja mãe está no hospital, e Mike, um policial que briga com um homem mais velho. Porém alguns encontros na véspera de Natal fazem com que eles repensem a vida, revejam conceitos e alterem algumas perspectivas. Um drama que envolve e comove, mostrando que sempre é possível ir além, promover encontros e superar dificuldades.

felicidade-nc3a3o-se-compraA Felicidade Não Se Compra (It’s A Wonderful Life – 1946): No Natal, um homem que sempre ajudou a todos, pensa em se suicidar saltando de uma ponte, em razão das maquinações de um magnata da região. Mas tantas pessoas oram por ele que Clarence um anjo que espera há 220 anos para ganhar asas, é mandado a Terra, para tentar fazer George mudar de idéia, demonstrando sua importância através de flashbacks. Este faz rever atitudes e conceitos, além de fazer chorar muito também!

1Um Duende Em Nova York (Elf – 2003):  Buddy é um humano que foi criado no Pólo Norte e acaba se transformando em um elfo. Após ter problemas na comunidade em que vive e incomodado com sua rotina, ele decide largar tudo e partir rumo a Nova York. Seu objetivo é encontrar seu pai, e quando isso acontece ele se decepciona ao saber que trata-se de  um espertalhão que não acredita em Papai Noel. Mesmo parecendo piegas e bobo, é divertido pra quem busca distração e risadas. Além disso, o final traz uma grata mensagem de união e solidariedade, capaz até de fazer chorar.

black_christmasNatal Negro (Black Christmas – 1974): Uma trama natalina de terror inovando e mesclando gêneros. O filme mostra uma história de vingança de um menino que, após crescer e ter sofrido torturas durante sua infância, matando seus pais na noite de Natal, tenta voltar a cada ano e fazer novas vítimas. É um filme muito interessante pois mexe com o Natal, um feriado que é sempre tratado com pureza, benevolência, e outros sentimentos deste tipo. Tem uma versão que data de 2007, mas peca em qualidade.

fc3a9rias-frustradasFérias Frustradas De Natal (Christmas Vacation – 1989): No intuito de inovar e agradar a família neste Natal, Clark Griswold lhes promete um Natal tradicional, porém isso foge seu controle e a programação acaba não saindo como deveria.  Há quem diga que o filme é trash, é besteirol… E daí?! Imaginem a família mais atrapalhada do mundo tentando ter um feliz Natal. Pois é! Diversão garantida e, talvez, poucas reflexões, pois as gargalhadas não cedem espaço a elas. Não é o meu caso, mas há um grande número de pessoas que considera esse como o melhor filme natalino de todos os tempo.

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Claro que foram muitos, mas foram poucos; foram tantos e não foram todos… Boa parte destes filmes eu tenho em meu acervo  (alguns só consegui adquirir em locadoras que estavam encerrando suas atividades – sim, sou rata de locadora!), e os que não tenho, procuro incessantemente mundo a fora. Seja comédia, drama, terror ou animação, há muitos filmes natalinos e se eu fosse falar de todos eles um blog seria pouco, quanto mais um artigo. Poderiam ser incluídos aí também  “Natal Branco”, “Um Natal Brilhante”, “Papai Noel Trapalhão”, “Meu papai É Noel” (uma trilogia!), “Gremlins”, “Duro de Matar” e “Adoráveis Mulheres” (estes três últimos fazendo referência à data, apesar de não serem filmes tipicamente natalinos), entre inúmeros outros. O que não faltam são opções! Entretanto, como se pode ver a partir de cada sinopse aqui apresentada, há sempre algo que remete à reflexão. Portanto, ficam as dicas para aqueles que gostam de filmes e do clima da época natalina.

 

Breve Devaneio…

tremDas muitas observações que venho fazendo no dia a dia, cheguei até a conclusão de que uma coisa, dentre outras evidentemente, é certa: as pessoas jamais darão ao que é seu e mesma importância que você dá. Por mais que se trate de algo que pode mudar um destino, algo que possa alterar o curso de uma vida… Nada do que é seu será relevante ao outro da mesma forma como o é para você.
Sua pressa é só sua. Sua necessidade é só sua. Seus anseios são seus e de mais ninguém!
Na grande maioria das vezes não adianta esperar que, por mais simples que seja o ato, o outro faça algo por você e/ou algo para te ajudar. Não, ele não vai fazer. Olhe para seu passado e pense nas vezes em que precisou de uma simples ajuda e ela não veio… Quantos vezes você foi ignorado? Isto porque as pessoas alimentam o dom de banalizar o que não é delas. “Se não me afeta ou não interfere diretamente na minha vida, não me diz respeito”, esta é a máxima da sociedade em que vivemos, salvo pouquíssimas exceções. “Ah! Mas ele é meu amigo…”; mas não vai fazer. “Ah! É meu parente!”; se bobear, também não fazem.
E os interesses? Ah! Os interesses…  Malditas molas propulsoras de atitudes aparentemente benevolentes. Faz-se em troca de… Faz-se para ganhar… Contraditório? Não. Real ao extremo.
Então, moço, prenda-se ao que é seu. Não deixe de fazer pelo outro, mas não espere muito do outro; não deposite esperanças no outro. Sem excesso de expectativas… Sem esperanças vãs… Faça você o que deve ser feito por você e para você. E acredite sempre. Seja você o maquinista do seu trem e tenha a plena convicção que suas paradas não são para qualquer estação.
“Fiz o que quis e fiz com paixão. Se a paixão estava errada, paciência. 
Não tenho frustrações, porque vivi como em um espetáculo. 
Não fiquei vendo a vida passar, sempre acompanhei o desfile.” (Mário Lago)

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Resenha de “O Lado Oculto do Medo”, publicada pelo Blog O Senhor dos Livros.

Autora: Barbara Nonato

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Skoob

img_7194Tina é jovem e acabou de se formar em jornalismo. Está em uma nova etapa da vida, novo emprego, nova casa e novos vizinhos.  A vila para onde se muda tem muito moradores estranhos, mas ela não se importa, o aluguel e barato, fica próximo de seu novo emprego e ela está ansiosa por sua nova vida.

Logo após a chegada de Tina um suicídio na vila tira seu sossego. Os vizinhos parecem achar normal e a polícia não parece dar atenção. Mas então uma série de suicídios acontece, todos se matam materializando seus maiores medos. Tina não consegue explicar, mas não acredita que sejam somente suicídios. Todos são suspeitos. Como diria Randy em Pânico. Até mesmo o padre!

Sozinha Tina tenta desvendar o que está por trás de tantos suicídios em uma vila tão pacata. Ela corre grande perigo ao se envolver nessa história e a única certeza que tem é que não pode sentir medo, o medo é exatamente o que leva a morte.

Preste atenção a uma coisa que Maria vai falar: basta não ter medo. Você não tem medo. Maria sabe, Maria viu. Se continuares assim, sem medo, você sobreviverá e sairá vitoriosa dessa história.

Esse suspense me prendeu exatamente como uma obra de Agatha Christie, os suicídios, ao-lado-oculto-do-medo-2suspeita de crimes, os personagens intrigantes, está tudo lá, como uma fórmula perfeita. O resultado é uma história com um grande jogo psicológico onde o medo é o maior inimigo.

É muito fácil se identificar com Tina, ela é jovem, recém-formada, cheia de vontade de viver e construir uma carreira como jornalista. Ela sempre morou com os pais, mas abre mão dessa convivência buscando o próprio amadurecimento. Quem nunca buscou sucesso e independência?! Em seu novo emprego ela precisa lidar com um chefe grosseiro e intimidador. Vai dizer que nunca teve um chefe assim?!Na vila os vizinhos são em sua maior parte hostis, Humberto e Lobato são com certeza os piores. Mas ela encontra algumas almas gentis como Clara e Paulo.

Em meio a todas essas mudanças e questionamentos sobre a vida e a carreira Tina presencia esses suicídios e ao invés de se intimidar, eu teria me mudado na hora, ela decide investigar o que está acontecendo. Afinal, se todas as mortes são suicídios porque a casa de Tina é invadida e sua pesquisa sobre serial-killers é apagado do computador? Sua maior aliada é Maria, uma cartomante estrangeira que fala de maneira enigmática e deixa bem claro que tudo está acontecendo porque os moradores tiveram medo, sua maior ajuda para Tina é sempre lembrá-la de nunca sentir medo.

Mas como não sentir medo em uma situação como essas?

A narrativa é por um narrador-observador, ele nos conta sobre todos os personagens, mas nunca nos conta tudo. A descrição da vila é perfeita, ela é pequena, em uma cidade pequena, com um parque… Tudo isso sem nos dar nomes, podemos encaixá-la em qualquer lugar do país, ou até do mundo! Embora problemas como má administração do governo sejam bem características do nosso país. A ausência de datas e nomes que caracterizem os locais nos permite imaginar qualquer lugar que já conhecemos com aquelas características, nos aproximamos ainda mais da história e da personagem.

o-lado-oculto-do-medo-1E invariavelmente sentimos medo. Medo do que vai acontecer e de quem será o próximo a deixar a história. Medo do desconhecido. Quem nunca?

Eu confesso que como boa aprendiz da Sra Agatha sempre que a história me levava a suspeitar de algum personagem eu relutava em acreditar que ele teria algum envolvimento, o óbvio é sempre o mais improvável. Mas fiquei surpresa que alguns desses “óbvios” estivessem mesmo escondendo algo. E o final… bem, vocês precisam mesmo conferir, é realmente surpreendente. E o culpado não tenha dúvida. O medo.

Promoções de Halloween!

Em comemoração ao Halloween, disponibilizamos duas promoções de arrepiar!
1ª PROMOÇÃO:
skoob1Se você leu “Muito Além da Alameda”, sabe que o dia 31 de Outubro tem sua relevância para a cidade onde a história se passa. Se não leu, talvez seja hora de desvendar este mistério! Aproveite! Passe o Halloween na casa que a família de Alice recebe como herança por apenas 5,99. Para adquirir clique aqui.
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Sinopse:  Uma família buscando recomeçar a vida, vai de encontro à uma nova e desconhecida realidade, após alguns anos de dificuldades na cidade grande. A casa, deixada como herança por uma tia distante, em um novo e pequeno mundo, revela grandezas e surpresas que se mostram a cada dia, em cada manhã,  em cada acender das luzes que brilham do lado de fora. O que há por descobrir ali? Qual será o mistério que envolve aquela propriedade? Embarque nesta viagem e veja o que se esconde muito além da alameda…
2ª PROMOÇÃO:
68486545-halloween-wallpapersSe você gosta de contos de suspense/terror e busca uma leitura específica para a noite de Halloween, “Soturno: três contos de suspense” pode ser o ideal. O ebook tem média de 46 páginas e apresenta três contos razoavelmente curtos para leitura rápida. Para adquirir o seu gratuitamente basta clicar aqui.
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Aproveitem! Divulguem para os amigos! E tenham boas leituras!
Promoções válidas até o dia 31 de Outubro de 2016.

 

ambiente-1400528141840_751x500“Que graça teria a vida se não pudéssemos brincar e fazer troça com a cara dos outros?” Este era quase um lema para Daniela e Camila. Amigas de infância, moravam lado a lado havia anos e, por isto, estavam sempre juntas. Consequentemente e sem que ninguém soubesse, sempre aprontavam alguma estripulia.
Os vizinhos eram os alvos principais das armações das duas amigas que tinham a casa de Daniela como um quartel general. Ela lá que tudo acontecia; era lá que tudo era devidamente pensado e programado. Por trás do portão gradeado ou sobre o muro alto, elas sempre estavam à espreita, aguardando uma oportunidade para perturbar ou sacanear quem se interpusesse à sua frente, mesmo que não houvesse qualquer motivo para tal.
Rosana era uma destas vítimas. Solteirona e estranha, não sossegava dentro de casa. Saía nos momentos mais incertos, quando a rua estava deserta, fosse para ir à padaria, à farmácia, à venda ou, até mesmo, para puxar conversa na casa de alguém. Pra piorar, andava como uma pata, pisando meio torto e rebolando. Era a deixa para Daniela e Camila, que escondiam-se sobre o muro e, a cada passo de Rosana, cada vez que um de seus pés pisava o chão, faziam com a boca sons ocos, que assemelhava-se a peidos ou a quando se pisa sem perceber em bosta de vaca. Isso acontecia quase todos os dias. Rosana sempre ouvia os sons, olhava para trás e buscava ao redor, mas, de tão abobalhada, nunca conseguiu descobrir de onde vinham aqueles barulhos.
Entretanto, as duas amigas nem sempre saíam ilesas das situações que criavam, porém, mesmo quando não se davam muito bem, acabavam por encontrar algum motivo pra rir dos resultados.
Lembravam-se, como se tivesse acabado de acontecer, a ocasião em que amarraram uma nota de valor considerável em um fio de nylon e esconderam-se atrás do portão da casa de Daniela. Duas casas depois, havia uma igreja e o culto daquela noite de domingo estava perto do fim. De certo, alguém passaria por ali e, ao tentar pegar a nota, elas puxariam o fio e a recolheriam, fazendo de bobo o infeliz que acreditava ter se dado bem.
Era preciso se conter para não rir antes da hora e correr o risco de estragar tudo ou serem descobertas! Era preciso atenção para que os pais não surgissem de repente e percebessem toda aquela armação. E assim elas o fizeram. Amarraram a nota, esticaram o fio até o lado de dentro do portão e, por trás das grades, com as luzes apagadas, esperaram ansiosas por um transeunte que, involuntariamente, se tornaria uma próxima vítima de suas brincadeiras de mau gosto.
Foram breves os instantes que se estenderam entre a ‘armadilha’ montada pelas amigas e o término do culto. Atrás do portão, as duas podiam ouvir a movimentação de pessoas que pareciam se despedir do lado de fora. Elas continham o riso, certas de que passariam mais um coitado para trás.
Ao ouvirem a aproximação de passos, direcionaram ainda mais a atenção, prontas para puxar a nota de volta assim que a pessoa, fosse ela quem fosse, fizesse menção de pegá-la. Porém, nem sempre toda a atenção do mundo é suficiente para livrar de problemas aqueles que estão predestinados a encontrá-los; ou para fazer valer as vontades intempestivas de duas jovens que querem tirar vantagens de outras pessoas…
Quem primeiro passou por ali foi o pastor, acompanhado da esposa e filhos e, ao vê-lo se aproximar da nota, Daniela, que segurava o fio de nylon, o puxou com força. Mas o homem não se deu ao trabalho de abaixar-se para pegar a valiosa quantia. Seus pés agiram simultaneamente às mãos de Daniela e ele pisou na nota no exato momento em que ela a puxou, fazendo romper o fio. O pastor foi embora sorridente, levando consigo a paga pela imprudência das duas amigas. Mas, ainda assim, elas não aprenderam absolutamente nada.
— Que graça teria a vida se não pudéssemos brincar e fazer troça com a cara dos outros? – Camila disse pra Daniela, como sempre diziam uma para a outra, após cada armação, fosse esta bem sucedida ou não. E riram, como se o prejuízo monetário não significasse nada.
Alguns dias depois, sem remorso algum pelo dinheiro perdido, elas buscavam algo pra aprontar… A casa de Camila estava em obras e não foi difícil encontrar mais um alvo.
Hildebrando era pedreiro e morava na mesma rua em que elas moravam. Por conta de sua profissão, estava sempre prestando serviços nas redondezas e fora ele o contratado pelo pai de Camila para fazer todo o reboco nos fundos da casa, em parte construída de pouco tempo e que se encontrava ainda inacabada.
—A gente podia sacanear o Debrando!
Era assim que ele era conhecido e Camila viu no homem humilde um alvo fácil!
— Como?! – o interesse de Daniela era evidente.
— Pela janela do quarto dos fundos. Ele está lá atrás, fazendo reboco na fachada do terraço… – Camila parecia já ter tudo muito bem pensado.
— Eu sei! Mas o que a gente pode fazer?
Maquiavélica, Camila explicou seu plano: munida de um gravador, Daniela, cuja voz dificilmente seria identificada por Hildebrando, gravaria um áudio chamando pelo homem e tentando fazer com que ele procurasse pelo chamado. O gravador seria depositado no batente da janela dos fundos da casa de Daniela, já que as casas tinham áreas muito próximas, que quase se comunicavam. Camila voltaria para casa para poder observar a reação do homem sem levantar suspeitas e, discretamente, Daniela acionaria a máquina e correria para espiar pelo basculante do banheiro. As duas teriam visão privilegiada de um bobo buscando por uma voz que o chamava sabe lá Deus de onde. Hildebrando era muito simples e não pensaria tratar-se de uma brincadeira. Certamente ele cairia na armação… Até conversaria com o gravador e as duas teriam bons motivos para rir às custas do pedreiro.
Assim foi feito! Sem que ninguém percebesse, Daniela, trancada em um quarto e sem qualquer interferência sonora externa, com voz mansa, gravou o áudio, usando de frases que viessem a despertar o interesse do homem e estabelecendo pequenas pausas entre estas frases, marcando os momentos onde, em sua imaginação, Hildebrando buscaria pela dona da voz.
Terminada a gravação, discretamente o gravador foi depositado na janela do quarto dos fundos da casa de Daniela.
Aquela tarde estava nublada, o que parecia favorecer o silêncio no local. Hildebrando continuava lá, com um balde de cimento fresco nas mãos, equilibrando-se sobre uma escada velha e fazendo seu trabalho, como era de costume e como a responsabilidade lhe impunha. Camila correu para sua casa e fingindo arrumar os armários, posicionou-se na cozinha, de onde poderia ver o pedreiro e observar sua reação. Passados alguns minutos, Daniela acionou o play e seguiu para o banheiro, subindo em um banco e espiando tudo pelo basculante.
—Oi! – disse a gravação.
O homem movimentou-se levemente e pareceu ouvir, mas não deu nenhuma atenção.
As pausas dadas por Daniela em sua gravação foram perfeitas! Após um breve instante o gravador insistiu:
— Aqui! Eu tô aqui… – e depois de uma breve pausa:—Aqui, Dedê!
Nesse momento, estando Daniela e Camila cada qual em sua casa, foi preciso conter o riso! Nenhuma das duas sabia ao certo de onde Daniela retirara o termo “Dedê”, mas funcionou! A maneira supostamente carinhosa de chamar, enrustida na voz mansa da garota, fez com que Hildebrando demonstrasse mais interesse e procurasse a dona da voz.
—Aqui, Dedê. Não consegue me ver? – disse o gravador, estabelecendo em seguida mais uma breve pausa.
Hildebrando procurava. Era clara a curiosidade do homem! Ele olhava para cima, olhava para baixo, olhava ao redor… Suas sobrancelhas arqueadas revelavam a estranheza de ser chamado por uma desconhecida. Seus olhos curiosos percorriam tudo, procurando sofregamente por alguém.
— Dedê… Dedêêê… Eu tô aqui. Tô te vendo… Olha pra cá…
A cada frase impostada pelo gravador, a tensão de Hildebrando parecia aumentar, assim como a vontade de encontrar quem o chamava e como a necessidade de Daniela e Camila de conter o riso.
— Ah, Dedê… Olha pra cá… Aqui ó… Tô aqui, Dedê… Tô daqui, te olhando faz um tempão…
Camila espiava da cozinha e Daniela se mantinha atrás do basculante do banheiro, sem ser notada pelo homem que, afoito, buscava pela voz. Hildebrando já não se continha mais. Olhava tudo enquanto tentava manter o balde de cimento nas mãos. Revirava-se na escada, retorcia-se para um lado e para o outro em tentativas vãs de enxergar alguém que não estava ali, enquanto o gravador o instigava sem cessar.
E, se a escada de madeira onde o homem equilibrava-se não estivesse velha e gasta pelo tempo, ele teria sido foco das risadas de Daniela e Camila por semanas. A escada cedeu e Hildebrando, ainda segurando um balde cheio de cimento, despencou de uma altura de quase três metros. Morreu com o crânio estourado no chão da área dos fundos da casa de Camila. As duas, cada qual em seu posto, presenciaram  queda e morte do pedreiro.
Veio polícia, veio perícia… Acidente de trabalho, constataram. A esposa do homem entrou em desespero. Seus filhos também. A vizinhança ficou em polvorosa com aquela desgraça. Um homem justo e trabalhador, que sempre fizera tudo certo, em um deslize acaba morto durante o trabalho.
O gravador fora muito bem guardado, a fita cassete apagada; não havia rastros, nada que incriminasse ou levantasse qualquer suspeita sobre Daniela e Camila.
Hildebrando foi enterrado dois dias depois, após autópsia e liberação do corpo. Acompanhadas de seus pais, as amigas, sem culpa ou qualquer sentimento semelhante, acompanharam o cortejo até a sepultura, apenas trocando breves olhares que passaram despercebidos mediante a consternação de todos os demais presentes. Não derramaram uma lágrima. Não demonstraram qualquer comoção. Não se intimidaram nem mesmo com o desespero da viúva.
Naquela noite, na varanda da casa de Daniela, um pacto foi selado:
— Ninguém pode saber o que realmente aconteceu, entendeu, Daniela? – dizia Camila. E completava: —Não deu muito certo, eu sei… Mas que graça teria a vida se não pudéssemos fazer troça com a cara dos outros?
— Eu sei. A vida não teria graça nenhuma… E, quanto a gravação… Ah! Nem mesmo o morto sabia. Morreu sem saber que éramos nós duas que estávamos sacaneando ele… Morreu como o bobo que sempre foi. É só a gente não comentar com ninguém.
—Pois é! Não comentar nunca com ninguém… – Camila deu ênfase ao advérbio. — Não tem como descobrirem… Só nós sabíamos!
— Só nós duas!… – repetiu Daniela, sem remorso.
— Ninguém sabe o que motivou a morte do Debrando e nunca ninguém saberá. Ele morreu e ponto final.
E, passado alguns minutos de conversa entre as duas amigas,  como se os ponteiros do relógio tivessem pressa em encerrar aquele dia fúnebre, chegou a hora de Camila voltar para sua casa. Era tarde e, no dia seguinte, ambas teriam aula logo cedo.
Deitada em sua cama, Daniela não conseguia dormir. Era assim desde a morte do pedreiro: o sono custava a chegar e ela passava parte da noite em claro. Ela imaginou que tudo fosse melhorar após o enterro, mas havia algo no ar que insistia em lhe tirar o sossego na hora de dormir. Camila nada comentou com a amiga, mas também não conseguia pegar no sono com facilidade. Desde o suposto acidente, dormir era quase uma tormenta… Uma tormenta que piorou naquela madrugada.
— Oi! – disse uma voz de homem no quarto de Camila.
Certa de que ouvia coisas, a jovem fechou os olhos e virou-se para o outro lado. Mas a voz, após uma breve pausa, insistiu:
—Eu tô aqui! Você não me vê?
A situação na casa ao lado, no quarto de Daniela, não era diferente:
— Aqui! Eu tô bem aqui, Dani… – ecoou no quarto, fazendo com que a garota gelasse de susto.
—Ah, Cami! Olha pra cá… – a voz insistia no quarto de Camila.
Em seu quarto, diferente de Camila que virou para o lado e fechou os olhos, Daniela, procurava pela voz.
— Aqui! Bem aqui! Não consegue me ver?… – dizia sem parar.
E simultaneamente, no quarto de Camila e no quarto de Daniela, em tom assustador e acompanhada de um vento gelado, a voz de homem perguntou:
— Que graça teria a morte se não pudéssemos voltar e fazer troça com a cara dos outros?

 

***

 

 

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