Feeds:
Posts
Comentários
Bom dia.
Passando para agradecer. Neste exato momento Soturno está em 1º lugar no ranking de ebooks gratuitos mais vendidos na categoria Policial, Suspense e Mistério; e deixou o 14º lugar no ranking geral de ebooks gratuitos mais vendidos para galgar o 3º lugar. TERCEIRO LUGAR GERAL no ranking de ebooks gratuitos mais vendidos.
Adquira o seu! A promoção vigora até a meia noite de hoje!

ranking principal

ranking misterio

sky-95321_960_720Em comemoração ao primeiro mês de lançamento, o ebook SOTURNO está completamente GRÁTIS na Amazon BR. Aproveite, pois,é por tempo limitado. Basta ter ou criar uma conta na Amazon, baixar o Kindle em seu dispositivo móvel e, logado pela conta da Amazon, baixar o ebook para sua biblioteca. São três contos que oscilam entre suspense e terror e que, certamente, prenderão sua atenção.
SINOPSE: Em “Soturno – três contos de suspense”, publicação destinada apenas ao meio digital e lançada sob forma de ebook, a autora Barbara Nonato apresenta três de seus contos mais sombrios. Em “Obsessiva”, a primeira história, é explorada a obsessão humana, vista por dois ângulos distintos. Em “Culpado”, conto repleto de conteúdo sobrenatural, o leitor acompanha as consequências de atitudes impensadas de um jovem que insiste em desafiar o desconhecido. Na terceira história, “Debutante”, pode ser observada mais uma vez a presença de elementos sobrenaturais após um casal encontrar em seus pertences um quadro com a pintura do busto de uma jovem prestes a completar 15 anos de idade.
Boa leitura à todos que baixarem!

IGNORADOS

138716__toy-loneliness-grief-sadness-autumn-nostalgia-cold_pÉ sempre triste o caminho dos ignorados. Rente! Em frente! Sem serem notados… Cada qual por si, como se a incógnita de ir além fosse névoa tardia de um porém qualquer que se faz presente na ausência dos mais próximos.
Não se trata de não serem vistos ou percebidos; eles o são. Todos veem e sabem que ele está ali, porém, movidos por um descaso maior, ignoram, agem como se nada fosse, como se pouco significasse… Pouco dignificasse! Na solidão do ser só um, ignorado pelo mundo á sua volta, eles caminham a esmo, buscando nas brechas do tempo e nos pequenos presentes do acaso, a força para prosseguir e desvencilharem-se das amarras da ignorância alheia e da ausência de todos os que o cercam.
Triste demais são as passadas dos ignorados. Elas não passam! Não passeiam… Como se o futuro nunca chegasse, eles se mantém atados ao que se foi sem que, ao menos, consigam  ir. Estagnados! Empacados! Mascarados por uma esperança vã que insiste em fugir nos momentos onde é mais necessária… Encarquilhados e presos à amarras fictícias que sustentam-se na dor de, como espectros, ainda estarem ali; asfixiados pela inconstância de sorrisos amarelados e beijos forçados; depreciados pelas paredes gastas que compõem o cenário de suas vidas. Na favela de suas almas, sonhos crescem e desmoronam… Ruínas sólidas de uma guerra travada com ninguém.
Quisera Deus um dia cresçam os ignorados, nutridos pelo desdém dos que fingem não lhe ver, pela força dos que querem deixá-los para trás para que enfim, na ânsia de serem o que realmente são, sejam plenos de suas simples certezas e sejam gratos por seus porquês.

sky-95321_960_720SOTURNO – Ebook já disponível na amazon.com.br, por apenas 1,99 (o preço é este mesmo: 1,99!).

Sinopse:

Em “Soturno – três contos de suspense”, publicação destinada apenas ao meio digital e lançada sob forma de ebook, a autora Barbara Nonato apresenta três de seus contos mais sombrios. Em “Obsessiva”, a primeira história, é explorada a obsessão humana, vista por dois ângulos distintos. Em “Culpado”, conto repleto de conteúdo sobrenatural, o leitor acompanha as consequências de atitudes impensadas de um jovem que insiste em desafiar o desconhecido. Na terceira história, “Debutante”, pode ser observada mais uma vez a presença de elementos sobrenaturais após um casal encontrar em seus pertences um quadro com a pintura do busto de uma jovem prestes a completar 15 anos.

Basta ter ou criar uma conta na amazon, depois baixar o aplicativo Kindle (que é gratuito) em seu dispositivo móvel (celular ou tablet). Uma vez baixado o Kindle, você deve logar com os dados da conta na Amazon, jogar o nome do ebook na busca e adquirir seu exemplar digital. O pagamento é feito por cartão de crédito e de imediato você tem acesso ao conteúdo do livro.

Obs.:
1. O livro comprado não ocupa espaço em seu dispositivo; ele é baixado para sua biblioteca na Amazon, fica armazenado em nuvem, e poderá ser lido quando e quantas vezes você quiser.

2. Você verá a opção ‘leia de graça”, porém, somente aqueles que são clientes Unlimited Amazon tem acesso gratuito ao ebook (tratam-se de pessoas que pagam determinada mensalidade para o site, o que talvez não seja o caso de todos aqui). Aqueles que não dispõem deste recurso somente poderão ler o ebook mediante sua compra e o pagamento do valor de 1,99.

Obrigada à todos.

Resenha de Muito Além da Alameda publicada ontem, feita Instagram Livros Travessos (@livrostravessos):

“Uma família recebe uma casa de herança de uma tia distante, na qual eles nem conhecem bem, mas em meio a todos os problemas que eles estão passando resolvem abandonar tudo e partirem para o desconhecido. Marília viaja com sua mãe e seus 3 filhos para Custódio Linhares, uma cidade pacata na qual está localizada a casa que receberam da tia de sua mãe. Chegando lá o advogado que cuidava dos interesses de tia Ninha entrega as chaves da casa na porteira e vai embora, sem mesmo apresenta-los ao lugar. Lá eles encontram bem mais do que esperavam, um casarão antigo, mas imponente, um terreno com limites a perder de vista com horta, pomar e uma grande plantação de abóboras.
Alice, filha do meio de Marília, fica muito curiosa com tudo o que vê, percebe que a governanta (Frida) sabe mais do que conta sobre o passado daquela casa, nota que a mesma faz passeios noturnos misteriosos pela propriedade, além de achar estranho umas luzinhas que aparecem do nada no céu, somando a isso seu gato Dom Giovanni some repentinamente. Com todo esse mistério com que se preocupar envolve o irmão numa investigação sobre os fatos estranhos que acontecem naquele lugar. – Quais serão os segredos e mistérios que cercam a Alameda dos Sonhos?
– Porque será que o Dr. Alípio não entra naquela casa de jeito nenhum?
– O que será que Frida esconde?
– Será que eles vão conseguir desvendar todas as atividades suspeitas que acontecem naquela casa?
– O que será que o Tempo reservou a aquela família?

Nota: .

Eu ameei a história, ela conseguiu me envolver de um jeito incrível, além de não ser previsível.
Gostaria de agradecer a autora @barbaranonato_escritora por me proporcionar momentos de leitura tão prazerosos.
Quem quiser adquirir esse livro basta entrar em contato com a autora @barbaranonato_escritora. Espero que adorem assim como eu!”

capture-20160710-085725

Aproveito para lembrar que tem sorteio de um exemplar no IG Acadêmico Literário (@academicoliterario). Basta acessar o IG, buscar a foto oficial e seguir as regras. Boa sorte!

SORTEIO!

received_1359327984082972.jpegSorteio rolando no Instagram Acadêmico Literário. Para concorrer basta curtir a foto oficial lá no IG, seguir o perfil dele (@academicoliterario) e o da autora (@barbaranonato_escritora), comentar pelo menos uma vez marcando três contas válidas de Instagram nesse comentário, e morar no Brasil. Todas as explicações estão no Instagram.
O sorteio acontecerá dia 1 de Agosto e o ganhador receberá em casa um exemplar de Muito Além da Alameda.
Corre lá!

O CAIPIRA

caipiraDeixou a roça e a lavoura e, com meia mala de roupas gastas, foi tentar a sorte na cidade grande. Chegando lá, nem sorte e nem grande. Via apenas quilômetros de asfalto sem mato, centenas de edifícios estendidos do chão ao céu e muita fumaça deixada pra trás pelos carros que passavam Aquele era o cheiro da cidade, sem damas da noite e sem aromas de campo; aquelas eram as luzes da cidade, sem fogueiras pra prosear e sem vaga-lumes.

Os dias se arrastavam e, sem emprego, ele só pensava no dinheiro que tinha que mandar pra casa, pra mulher comprar o leite dos rebentos. Nem sempre a vaca magra esquecida no fundo do quintal podia suprir a cota de leite que os oito filhos consumiam… Mas na cidade não tinha plantação e só o que ele sabia fazer era plantar! Plantava até sonhos em solo infértil e ficava esperando pra ver brotar.

Sem condição de custear abrigo, na primeira semana dormiu embaixo da marquise em uma das avenidas do centro. Isso já era alguma proteção no meio daquela parafernália toda da cidade nova. Protegia até da chuva, desde que essa não viesse acompanhada do vento… Mas isso não era problema, com a natureza ele se entendia muito bem. O difícil mesmo era entender a cabeça dos ‘homi’ da cidade. Êta gente complicada! Quando pedia emprego e dizia que tinha chegado da roça, era dispensado; quando dava como referência de moradia a tal marquise no centro, era dispensado; quando dizia que não podia preencher a ficha por não saber escrever, era dispensado… Ele nunca precisou ler pra plantar suas batatas e alfaces, e ninguém avisou que isso faria diferença na cidade.

Com duas semanas na cidade grande, que já lhe parecia até pequena demais para o tamanho de seus sonhos, conseguiu um quarto pra dormir e um beco pra trabalhar. Ganhava cinco reais por dia trabalhado. Pagava um real por noite pra dormir e tomar banho no quarto; um outro real gastava pra almoçar num tal de restaurante popular que o governo havia fundado, onde a comida não era lá essas coisas, mas era a única fonte de sustância que ele podia pagar. Saco vazio não ficava em pé, e ele sabia que precisava levantar. Os três reais que sobravam por dia, ele juntava, e mandava tudo pra mulher no final da semana.

Até que em uma sexta feira, quando voltava da agência de correios de onde tinha enviado o cheque postal pra mulher, viu uma fila comprida na porta de uma loja. Ele ainda não sabia ler, mas conhecia números, pois era preciso pesar a produção de batatas e contar os pés de alface. Percebeu que na faixa esticada na fachada da loja havia muitos zeros e ele sabia que, depois de algum número, quantos mais zeros, melhor. Informou-se e descobriu que não era preciso saber ler ou escrever, ou ter endereço, ou ser da cidade; bastava rabiscar em cima de seis números de uma cartela. Aquilo ele sabia e podia fazer!… E mesmo representando algum gasto e reduzindo a mesada semanal da mulher e dos filhos, decidiu arriscar.

Viu um sonho ceder espaço a outro. Viu sua concepção de realidade se transformar. Ele já não era mais o matuto que veio tentar a sorte na cidade grande… Ele era o caipira que veio pra cidade grande esperar que a sorte o alcançasse e o levasse de volta pra roça, de onde gostaria de nunca ter saído.

***

Crônica publicada originalmente em 2011.