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Dois Lamentos

E então eu decidi escrever uma história diferente, uma história de ficção fundamentada na mais pura realidade. De certo, o tema e o cenário seguem na contramão do interesse da grande maioria dos leitores que, como autora, venho encontrando por meu caminho: não é uma história romântica, não tem um beijo de amor ao final, não segue a linha “bonitinho” e muito menos o tão aclamado “acalorado e quente”, buscado por muitas pessoas. Minha história é quente em decorrência do sol do sertão e somente por causa do sol, mas pulsa, cheia de vida.

Apresento meu novo romance: DOIS LAMENTOS.

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Sinopse:

Para Arthur, o sertão baiano sempre foi contraponto de um trauma adquirido quando ele era apenas um menino e que levou embora sua fé. As diferenças estabelecidas entre a localidade, que foi vista em larga escala nos noticiários televisivos por décadas, e o medo que o afligia, fizeram nascer nele o desejo de não somente conhecer o lugar, mas também de sentir-se seguro por lá.

A oportunidade de conhecer a região veio de forma inesperada e por meio de um convite para trabalhar com uma equipe renomada de cinema. O filme, considerado pelo diretor como sucesso garantido, teria parte de suas filmagens realizada no sertão e Arthur fora o fotógrafo contratado para registrar imagens da equipe e da localidade. O interior da Bahia, sua parte mais seca e esquecida, definitivamente se descortinaria para Arthur e ele, apesar de ainda não saber, se colocaria aos pés daquela localidade.”

O que  encontrou por lá foi mais do que em qualquer momento ele poderia ter imaginado. “Tudo ali era muito seco e a pobreza, fatigada de tanta vida, se fazia notar sem discrição. Não havia o que pudesse ser omitido, sequer disfarçado; tudo era simples demais, cru demais, preciso demais para exigir palavras rebuscadas ou explicações vagas. Semiárido. Selvagem. Seco.” E havia pessoas! Famílias simples, morando em casinhas humildes. Cada qual com sua particularidade, com uma história composta no passado, que se mostrava no presente e interferia diretamente no futuro. Lições garimpadas nos pés de mandacaru que resistiam à estiagem e ações limitadas pela fome, pela seca e pela ponta da peixeira de gente graúda, que acreditava ser mais que eles. “Às vezes, somente a bravura… a bravura do sertanejo resiste.”

A segurança outrora almejada pelo fotógrafo era ilusão mantida afugentada pela realidade dura e pelo bico agourento do carcará. A vida de Arthur estava prestes a mudar, a transformação batia às portas de seus dias e, mesmo que ele não soubesse, vinha com força, com vontade e para ficar.” A ausência da plenitude dos dias bonitos e capturada pelas lentes de Arthur, poderia ser mais que imagens reveladas em papel fotográfico. Muito mais.

***

O ebook já encontra-se à venda na Amazon.

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O ebook Sob a Sombra da Névoa está disponível com preço promocional na Amazon até o dia 24 de Março, com 67% de desconto sobre o preço real, saindo por apenas 1,99.

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Sinopse:

“Há quem diga que o futuro não altera o passado; que o que está feito, está feito. Dizem por aí que não há qualquer maneira de reverter o que já se estabeleceu. Dizem também que, uma vez moldadas algumas condutas, elas jamais se desconstroem. Mas ele mostrou o contrário.”

Seja bem vindo a casa Mendonça, uma estância secular de gado leiteiro localizada no pampa gaúcho!

Os mais antigos na casa, como Ramiro e Martina, sempre souberam que a volta de Raul, filho caçula do patriarca dos Mendonça, para assumir sua função na estância, atiçaria as brasas de uma fogueira esquecida por dezoito anos e que as labaredas levantadas seriam altas. Raul carregava nas veias o sangue forte de seus ancestrais latinos, tinha a gana de quem buscava fazer algo e o faria. Porém, enquanto seus ancestrais fizeram o mal, ele voltava para fazer o bem. Havia muito o que enfrentar e ele estava pronto, fosse para o tudo ou para o nada.

Mas e Cecília? Como a jovem, contratada para trabalhar como secretária, se encaixava em tudo aquilo? Órfã e criada no convento, Cecília aceitou o emprego sem saber que além de lidar com planilhas e números, deveria lidar também com todo o clima de tensão e medo que permeia a propriedade, com a grosseria de Carlos, irmão de Raul, e com situações que beiram o absurdo. Ela desconhece que precisará enfrentar um segredo que, há quase quatrocentos anos, permanece escondido na névoa. As lendas que rondavam aquele local não lhe teriam piedade, assim como as almas que insistiam em vagar por lá também não poupariam nenhum de seus habitantes, lhes trazendo a todo tempo o passado desgraçado traçado pelo primeiro Mendonça que fincou pé na região.

***

Trata-se de uma história de romance e mistério que se passa no pampa gaúcho, em uma propriedade secular onde aquilo que se parece pode ser, assim como pode não ser. Aproveite o precinho camarada e desfrute deste mistério; depois, passe por aqui e me diga o que achou. Ah! Disponível gratuitamente para assinantes do Kindle Unlimited.

 

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Foi com grande alegria que recebi ontem a informação de que o meu ebook “Pelos Caminhos do Tempo” foi uma das cinco obras selecionadas como finalistas da Segunda Edição do Prêmio Kindle de Literatura, parceria entre a Amazon e a Editora Nova Fronteira.

Para aqueles que ainda não conhecem a história, trata-se de um romance de mistério que narra a saga de um escritor do Mato Grosso do Sul que após alguns anos peregrinando pelo Brasil, retorna ao seu estado natal em busca de algo que o passado lhe reservou, apesar de ele não saber disto.  Mas não é somente isso! Por trás de tudo temos um cenário de ganância, preconceito, exploração do trabalho e diversas outras questões.

Na sinopse:

“Há quem diga que somos nós que construímos as histórias. É um erro, são elas que nos constroem.”

Ele levava uma vida vivida ao acaso, sem paradeiro, seguindo os indícios fornecidos pelo tempo. Era desta forma que Victor, um escritor nascido no Mato Grosso do Sul e que já havia percorrido boa parte do Brasil, passara seus últimos anos: de cidade em cidade, de estado em estado. Ele seguia um chamado inaudível, mantinha a busca pelo indefinido, marcada por visões que pareciam apontar um porvir e que preenchiam ausências remotas, indecifráveis.

Após sucessivas viagens, a vida o leva de volta ao seu estado natal e lá ele encontra uma fazenda de subsistência, onde abriga-se como ajudante na casa de uma família cujas mazelas vão se descortinando aos poucos. Trabalho, fome e tristeza fazem parte da realidade daquelas pessoas. Mas não é só isso! Ele sabe que por trás daquela vasta plantação de milho e de toda a desestruturação percebida na casa, há uma história adormecida e que o passar dos anos não conseguiu apagar. Ele viu o verme sobre o batente da porta e lembrava-se da cigana que um dia lhe salvara a vida.

Décadas antes a fartura e a felicidade habitaram aquele chão molhado e fértil, porém, a mão vil do homem, a ganância e o desamor desviaram os caminhos do tempo, adulteraram o destino e estabeleceram um novo recomeçar delimitado pelos passos dados por Victor e por sua chegada na região. Era como se ele pertencesse àquela terra, como se ela estivesse nele, da mesma forma em que ele, agora, estava nela. Ao envolver-se com aquela família e com os demais colonos, ele não sabia que sua trajetória seria transformada para sempre, assim como também não sabia que transformaria a vida de todos ali.

Esta é uma história sobre o tempo, sobre as transformações sofridas e instigadas por ele, sobre as esperas propostas e validadas com o passar dos anos. Esta é uma história onde culturas se misturam para compor o cenário ideal. Esta é uma história de amor marcada pela desgraça acarretada pelo ódio. Esta é uma história que esconde verdades e você, leitor, está convidado a enfrentar estas verdades.

 

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Para aqueles que têm interesse em conhecer a história, o ebook está disponível no site da Amazon (basta clicar AQUI). E ontem mesmo o jornal O Globo publicou uma matéria falando sobre o concirso e divulgando os finalistas. esta matéria pode ser lida neste LINK.

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Meu novo ebook, “Pelos Caminhos do Tempo”, está gratuito hoje na Amazon. O ebook está disponível AQUI e, ao acessar, basta clicar em “comprar agora”.
Corra lá para garantir o seu. Válido até a meia noite de hoje, dia 21 de Outubro. E aqueles que avaliarem o ebook no site da Amazon até o dia 10 de Novembro e enviarem o print para o email “autora.barbaranonato@gmail.com” receberão marcadores das minhas obras e, automaticamente, concorrerão à um exemplar físico de “Muito Além da Alameda”. Tá esperando o que para participar?!

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É com grande prazer que informo minha participação na Flip, Festa Literária de Paraty (2017) como autora convidada pela Amazon Kindle Direct Publishing, no dia 29 de Julho.

 

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Segue a programação do evento.

Pela primeira vez, a Amazon.com.br estará em Paraty (RJ), na Casa Santa Rita da Cassia, com um dia dedicado aos autores independentes. O público poderá conversar com profissionais do mercado editorial e conhecer a experiência de publicação independente com o Kindle Direct Publishing (KDP), ferramenta de autopublicação da Amazon.

Programação:

o 10:15 a 12:00 – VENDENDO SUA IDEIA

Autores independentes pré-selecionados farão um pitching de seus projetos literários a profissionais do ramo editorial

o 12:15 a 13:15 – OFICINA DE AUTOPUBLICAÇÃO

Orientações de como utilizar a ferramenta da Amazon para publicar livros gratuitamente e conhecer melhores práticas com base na experiência de outros escritores que iniciaram suas carreiras por meio da autopublicação.
Com:
Ricardo Garrido – Gerente-Geral de Aquisição de Conteúdo para Kindle da Amazon.com.br
E os autores independentes:
– Gisele Mirabai, vencedora do Prêmio Kindle de Literatura 2016,
– Katherine Laccomt,
– Barbara Nonato, e
– Raiam dos Santos

o 13:15 a 14:00 – BATE-PAPO COM PEDRO UM CARTÃO

O autor do canal do Instagram que virou o livro “Um Cartão – Sentimentos Cotidianos” compartilhará sua experiência como autor independente.

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No transcorrer de minha história nasceu uma profunda paixão pelas palavras. Dos tempos remotos da infância trago a lembrança dos livros intocados na estante. Muitos desses livros pareciam conter um mistério. Do alto de minha pequenez, de onde eu estava, títulos e nomes de autores se embaralhavam numa constelação embaçada de letras. Subia na cadeira e esticava o braço para pegá-los. Queria-os perto de mim. Bastaria consultá-los, como se faz a um oráculo, para que o universo preso àquelas páginas se abrisse aos meus olhos curiosos. Mas eu não os alcançava, muitos deles nunca peguei. Em várias tentativas, só encostei de leve a ponta do dedo em suas lombadas, recolhendo-a em seguida, aveludada de poeira. Assim como uma tumba de faraó inexplorada, nunca soube se tais livros ocultavam tesouros ou maldições, e esta questão ficou gravada em mim, tanto que, hoje, em todos os livros que abro e folheio, busco sempre aqueles que ficaram, ainda perdidos, nas estantes de alguma das  minhas remotas infâncias.
Eu continuo a persegui-los. Porém são esquivos; acossam-me em sonhos e insinuam-se à minha imaginação; me provocam, me atiçam. Como horizontes ou utopias, conduzem-me a lugares desconhecidos e provocam o abandono do que me serviu de amparo. Essa busca é o que me lança para além do que sou e me emancipa dos projetos que criei ou que criaram pra mim e por mim; me faz grande, me faz mais do que eu sou. Talvez seja em  função desse fracasso de posse, que o anseio de compartilhar o que penso pediu entrada em meu espírito. Hoje, escrever me faz aprofundar o que me causa, o que me completa, o que me faz eu. Produzo o que me produz. Assim como o mito das criaturas andróginas que despertaram o ciúme possessivo de Zeus, nesse atravessamento entre razão e fantasia, me vejo condenada à uma eterna busca pela metade que não encontrei, mas que coloquei no papel. E como se a primeira fosse um imã e a segunda limalha, vejo fundirem-se letras e idéias, imantando de ambas uma tensão recíproca. Não há resistência a essa interseção, apenas uma imprecisão qualquer que ganha formas e contornos.
No curso natural de uma vida, meus rabiscos de infância rapidamente desbotam e logo são revitalizados e substituídos pelos novos contornos de juventude que, em seguida, dão lugar à sutileza embrutecida dos traços mais maduros que observo se apagarem com mais velocidade do que antes. A transitoriedade é sutil, porém perene, como um álbum de fotografias amareladas, guardado dentro da gaveta, ou esquecido em cima da estante em meio aos livros do passado. No interior de cada um de nós, estes outros que não somos mais nós, já nos são estranhas figuras. Morrem e ressuscitam, interpenetram-se e complementam-se na composição do tempo em matéria que, por ser atemporal, faz com que os espectros de ontem se condensem aos de hoje, engendrando uma massa dinâmica de momentos transcritos. À medida que envelhecemos, coabitamos outras eras, que não as do presente.
A marcha do punho, ao longo das páginas, deixa seus rastros, faz meus rastros de vivências e de acontecimentos, demarcando meu território e criando o ambiente propício para aqueles que quiserem chegar. Colonizando meus sonhos encontro sempre o avesso da realidade; fincando minhas raízes me deparo com uma carência de olhos abertos para o que está á sua frente; cavando meu espaço me deparo com uma geografia secreta, que não se governa e que não é conhecida por si mesma, mas somente pelos seus efeitos. Copérnico, Darwin, Kant, Goethe, Freud, e demais senhores e senhoras de estirpe, um dia julgados por seus pensamentos e condenados por seus escritos… Aqui nessas veias corre um sangue subversivo com o mesmo teor que em outros tempos vos animou; sangue de quem se arrisca sem esperar por nada, mas sabe que pode encontrar, sabe lá Deus quando, seja lá o que for. Sangue de quem escreve sem medo, sem a sofreguidão dos que se perderam e sem o desespero daqueles que ainda não se encontraram. Escrevo por gosto, por prazer. Vem leitor, emparelha o teu passo ao meu e vê o que há para ser visto; depois, põe no prato da balança tudo aquilo que lhe cabe.  

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“A minha escola não tem personagem; a minha escola tem gente de verdade… Alguém falou do fim do mundo, o fim do mundo já passou. Vamos começar de novo: um por todos e todos por um! O sistema é mau, mas minha turma é legal; viver é foda, morrer é difícil. (…) Chega de opressão! Quero viver a minha vida em paz…”* – Legião Urbana

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Durante o período de produção do livro Sob a Sombra da Névoa, algumas músicas me acompanharam, como se compusessem a personalidade de cada personagem. Parte destas músicas já foi disponibilizada na página, entretanto decidi pôr aqui aquelas que endossam a trajetória dos personagens mais significativos.

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MÚSICA 1 – CECÍLIA
Cecília Leone é uma órfã criada no convento, que funciona como orfanato para meninas, e que somente um ano após atingir a maioridade deixa o local para trabalhar em seu primeiro emprego: secretária de Raul na estância de gado leiteiro dos Mendonça, do outro lado do lago. Inexperiente e calma, lidar com as pessoas naquela casa, com tantas personalidades diferentes, é um desafio que cresce a cada dia. Em paralelo, enquanto a insegurança por estar ali povoa os pensamentos da jovem, a força por sentir-se desafiada por todas as situações vivenciadas torna-se uma aliada ao seu crescimento. A mudança desponta como uma constante e a vida, de maneira inusitada, se descortina para a jovem a cada página da obra.
A música que acompanha a personagem Cecília é “Encontros e Despedidas”, de Milton Nascimento e Fernando Brant, cantada por Maria Rita e que de forma subliminar fala muito sobre sua trajetória, disponível AQUI.
MÚSICA 2 – RAUL
Raul Mendonça, filho caçula de Joaquim Mendonça, depois de dezoito anos afastado da propriedade de sua família, em decorrência de uma desavença, está de volta à estância para assumir sua função na administração do gado leiteiro. Trata-se de um homem bonito, de personalidade forte e descontraída, bem mais jovem que Carlos, seu irmão. Seus atos por muitos anos foram considerados rebeldia e foi exatamente esta suposta incongruência que o afastou de casa. Raul trata os empregados de igual para igual, e é extremamente fiel aos amigos, porém, não leva desaforo pra casa, nunca levou. Em sua volta, ele mostra à que veio!
Quando escrevi Raul, apesar do “sangue latino”, herança de seus ancestrais, e tão bem cantado por Ney Matogrosso, a música que acompanhou sua criação foi “Recado”, de Gonzaguinha, disponível AQUI.
MÚSICA 3 – RAMIRO
Ramiro Duarte é funcionário na estância Mendonça. Nasceu e cresceu naquelas terras e, por conta da pouca diferença de idade, é o melhor amigo de Raul. Em ocasião da morte de seu pai, quando tinha apenas 15 anos, ele foi alçado a um alto posto na administração do gado. Bonito e de personalidade forte, assim como Raul, Ramiro também não lida muito bem com injustiças, não leva desaforo pra casa e se não fosse por uma única questão talvez, apesar de amar o local, ele já tivesse deixado aquelas terras.
A música que acompanhou a criação de Ramiro foi “Cavalo Baio”, de Marcus Vianna, em gravação do grupo Sagrado Coração da Terra, disponível AQUI.
MÚSICA 4 – CARLOS
Carlos Mendonça, o filho mais velho de seu Joaquim Mendonça, cuja personalidade em nada se assemelha à personalidade do irmão, responde pelos momentos mais tensos desta história. Trata-se de um homem insuportável, grosseiro e mesquinho, que não respeita as pessoas e julga-se superior à todos os demais mortais.
A música que no meu ponto de vista traduz parte da força, da arrogância e dos receios de Carlos é “Cara Valente”, cantada por Maria Rita e disponível AQUI.
MÚSICA 5 – ESTER
Dona Ester, esposa de Carlos, apesar de ser excessivamente carismática e tranquila, parece carregar a tristeza em seu olhar. Muito provavelmente, trata-se de rusgas colecionadas durante todos aqueles anos de casamento e pela vivência na casa Mendonça.
Sua música é “Entre a Serpente e a Estrela”, de Zé Ramalho, disponível AQUI.
MÚSICA 6 – DONA ROSA
Dona Rosa, empregada aposentada, mas que ainda ocupa um quarto na ala destinada aos funcionários da casa Mendonça, pois sua filha, Martina, trabalha lá como cozinheira. Por já ter passado dos noventa anos de idade, ela já não tem motivo algum para limitar-se e fala aquilo que lhe vem à cabeça. Sem arreios, sem freios e sem medidas, Dona Rosa pode não poupar ninguém!
A música que compõe esta personagem é “Mortal Loucura”, na voz de Maria Bethânia e está disponível AQUI.
MÚSICA 7 – MARTINA
Martina é a filha de Dona Rosa que trabalha na casa há anos e, após a aposentadoria da mãe, assumiu seu posto como cozinheira. Por ter praticamente acompanhado o crescimento de Raul e Ramiro, ela tem cuidado e carinho excessivo com os dois. De personalidade centrada, Martina carrega uma tristeza consigo, uma angústia cuja resposta pode estar em algum canto da casa Mendonça.
A música que acompanhou a criação de Martina foi “Oração ao Tempo”, de Caetano Veloso, gravada por Maria Gadu, disponível AQUI.

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